Retomando

Bom. Ok. Não foi um bom começo. Não mesmo… mas tudo bem.

Ano passado eu tava realmente MUITO ocupado. O segundo semestre me destruiu na faculdade e eu não tinha tempo pra respirar, afinal, eu trabalho também. Enfim, eu só comecei a pensar no italiano em novembro, quando minhas aulas tavam terminando.

Comecei sério com o Assimil dia 1º de dezembro. Ok, mais ou menos. Em teoria devia fazer uma lição por dia, então devia estar pra lá da 50, na fase ativa, mas ainda tô na lição 44. Quase lá. Enfim. Comecei a estudar francês pro Assimil Experiment em Dezembro… e tenho ido muito mal, ainda na lição 23. Francês não é uma língua que eu tenha paixão, é só um experimento mesmo, e acho que a falta de interesse justifica esse atraso.

Tenho lido muita coisa em italiano ultimamente e vi alguns filmes. A maioria com legendas, mas assisti dois filmes infantis sem legenda. Deu pra entender legal, mas algumas coisas me deixam um pouco perdido ainda.

Missão a curto prazo:
Terminar o Assimil. Pegar firme com o La lingua italiana per stranieri e os outros livros. Até agora tenho tido muita preguiça pra estudar de fato, mas logo me livro do meu trabalho e vou poder me dedicar aos estudos (acadêmicos e italiano)

Ciao!

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Quais materiais utilizar?

Bom, isso cabe inteiramente a você. Eu não tenho muito tempo (e paciência) pra ficar decorando conceitos gramaticais, e procuro sempre encontrar um método que seja mais adequado pra mim. Aprendi inglês não decorando a gramática, fazendo exercícios nos famosos textbooks, mas assistindo filmes, seriados, lendo muito, jogando na internet, interagindo.

Ok, mas todos precisam de um ponto de partida, não dá pra esperar que vamos nos tornar fluentes magicamente sem qualquer tipo de esforço, mesmo que mínimo. Tem que ter vontade, insistir muito. Me lembro bem da minha 5ª série, quando comecei a ter inglês na escola… era horrível, decorar conjugações (se bem que nunca passamos do verbo to be na escola, né?), pronomes, etc etc. O que eu gostava mesmo era de assistir Friends e outros seriados americanos. Depois da decoreba, você começa a perceber (e reter) “padrões”. Juro que não lembro de ter estudado inglês profundamente (fora a escola, que todos sabem que é ruim), mas hoje me considero razoavelmente fluente.

Certo, mas não é de inglês que eu queria falar… L’italiano… bom, não temos todos aqueles seriados, filmes, música, livros, etc. disponíveis facilmente por aqui que sejam em italiano, né? As coisas ficam um pouquinho mais difíceis… claro, se você souber onde procurar, dá pra encontrar muita coisa em italiano na internet, mas no conforto do sofá, vendo tv é um pouco mais difícil.

Minha decisão perante a essa pequena dificuldade de “imersão” em um ambiente italiano (convenhamos, dá pra ouvir, ler e assistir coisas em inglês o dia todo facilmente no Brasil!) foi a de procurar cursos e livros. Não gosto de aulas, me sinto bastante atrasado, por isso optei por ser autodidata em idiomas. O difícil foi encontrar livros fora do modelo padrão, aqueles que as escolas de idiomas usam, muito, MUUUUITO lentos, cheios de exercícios chatos de gramática e conversas bastante animadas sobre cores, hotéis, um casal no café se conhecendo, coisas assim.

O que eu recomendo:

1. Assimil – O (novo) italiano sem esforço

Bom, esse livro é simplesmente genial. Existe na internet, se você souber onde procurar. É um método que, apesar de ser “sem esforço”, exige uma certa dedicação. É interessante porque os diálogos são ótimos, a gramática não é explicada de forma muito explícita e a velocidade do curso é ótima, você não se sente sobrecarregado de forma alguma. Existem diversas edições, incluindo em outros idiomas (L’italien, L’italien sans peine, Italian without toil, Italian with ease) e algumas em português (O Italiano sem esforço – mais antigo, O novo italiano sem esforço – da década de 80, O italiano sem custo – me parece ser a versão em português de Portugal). A editora faz cursos para outros idiomas, e eu recomendo MESMO, é muito bom.

2. La lingua italiana per stranieri – elementare ed intermedio – Katerin Katerinov

Um curso totalmente em italiano, mas que não é de difícil compreensão por ser muito bem montado e ter um vocabulário bastante simples. É um livro texto próximo ao padrão, mas de qualidade impressionante. Dá pra utilizar sozinho, mesmo que o livro tenha como finalidade o uso em aula. Não há audio, mas recomendo se você precisa de uma base mais sólida em gramática antes de avançar pra cursos mais complexos.

3. Leggiamo e conversiamo, G. Battaglia

Se você já tem um nível um pouco mais alto, este livro é muito bom. É o que chamam de “graded reader”, apresenta uma leitura gradualmente mais complexa, com exercícios bastante interessantes e textos relevantes. O primeiro texto, por exemplo, já fala de noções filosóficas acerca do tempo, das estações, etc. Comecei a ler a pouco tempo, mas tenho gostado muito.

Existem alguns outros livros em português, mas que não tive a oportunidade de checar. Um curso que dizem ser muito bom é o Planeta D’agostini, o famoso “Idiomas Globo”. Um curso bastante comentado é o do Berlitz, O Italiano Passo a Passo.

Agora, se você fala inglês, as opções abrem um pouco:

4. Pimsleur Italian

Muito lento pro meu gosto (30 minutos por lição em uma conversa curta?!), mas muito bom pra treinar a pronúncia, se você tiver paciência. É inteiramente em áudio.

5. Michel Thomas

Esse velhinho (já falecido) fez cursos em diversos idiomas. O método dele consiste em basicamente gravar algumas aulas (geralmente com dois alunos que sempre erram a pronúncia), curtinhas, onde ele introduz algum vocabulário e gramática, mas é um método que te faz falar, um conhecimento mais ativo. Recomendo por ter aulax curtas (bom pra quem tem pouco tempo) e quer falar muito com pouco conhecimento. Também é apenas áudio.

Existem diversos cursos que eu ainda não olhei, mas tenho alguma noção… Living Language Italian, mais focado em gramática… Linguaphone, que dizem ser mais parecido com Assimil, com lições mais extensas e bastante vocabulário… Hugo Italian in 3 Months, que dizem ser ótimo pra uma base bastante sólida.

Enfim, eu recomendo partir pra materiais nativos logo de cara e se virar com um dicionário. As diferenças gramaticais Italiano-Português são poucas, e mesmo o total iniciante consegue entender textos mais fáceis, já que o vocabulário é bastante parecido.

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O início

Depois de muito tempo pensando sobre o assunto, decidi finalmente abrir um blog. Ok, pode não parecer, mas foi uma decisão difícil pra mim. Trabalho, estudo, mal tenho tempo pra cuidar da minha vida… e decido cuidar também de um blog. Mas aceitei o desafio, algo mais pessoal, visando essencialmente dar um rumo aos meus estudos e ter uma vida mais produtiva.

Não foi o melhor momento: meu próximo semestre com certeza será um dos mais terríveis de todos os tempos, mas tudo se ajeita.

Primeiramente, vou falar sobre os motivos e objetivos do blog, e por que estudar italiano.

Por que um blog?

Pois é… por que eu faria um blog sobre meu aprendizado de italiano, sabendo que ninguém (ou quase ninguém) vai ler, muito provavelmente? É uma forma de manter registrado o esforço que tenho feito, é uma forma de me obrigar a estudar mais (preciso atualizar o blog!), é uma forma de motivação. O que não pretendo: ensinar italiano.

Por que italiano?

Bom, são diversos motivos. É o idioma dos meus antepassados, é uma língua belíssima, que carrega um aspecto cultural fantástico. é uma língua relativamente fácil pros falantes de português. É uma língua com um número enorme de falantes, mesmo que menor do que idiomas mais populares (Espanhol, Francês) – convenhamos, você provavelmente não vai conversar nem com cem mil pessoas durante toda sua vida.

Ok… e por que não uma língua mais… útil?

Simplesmente não escolhemos nossas afinidades pessoais. Hoje, julho de 2012, não gosto muito de espanhol, não sou muito fã do francês, não me interesso por alemão… mas sou apaixonado pela língua italiana. Utilidade é algo bastante relativo: as chances de encontrar italianos no Brasil são menores, claro, mas as chances de eu ir para a Itália antes de qualquer outro país europeu são bem maiores. Pretendo adquirir a cidadania italiana, e pra isso preciso passar três meses ou mais na Itália… é o suficiente.

Pretendo atualizar este blog regularmente, chega de procrastinar! Andiamo!

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